domingo, 23 de agosto de 2020

54. TERMOS BÍBLICOS PARA SALVAÇÃO

 

Romanos 1.16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu também do grego.”

            Deus nos oferece livremente a vida eterna em Jesus Cristo, mas, ás vezes, nos é difícil compreender o processo exato para torná-la disponível a nós. Por isso, Deus apresenta na Bíblia vários aspectos da salvação, cada um com sua ênfase exclusiva. Este estudo examina três desses aspectos: A salvação, a redenção e a justificação.

            SALVAÇÃO

            Salvação do grego “soteria [soteria], significa livramento, chegar à meta final com segurança, proteger de dano, Já no Antigo Testamento, Deus revelou-se como Salvador do seu povo, Moisés declara em  Êxodo 15.2: “O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, lhe farei uma habitação; Ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei”. Davi nos Salmos 27.1 também declara: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem recearei?”. A salvação é descrita na Bíblia como “caminho”, ou a estrada através da vida, para comunhão eterna com Deus no céu, Jesus ensinou e Mateus deixou registrado no Evangelho que leva o seu nome o seguinte: “E porque estreita é a porta, apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”(Mt 7.14). O Evangelista João é mais específico quando relata sobre esse caminho: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).Esta estrada ou caminho dever ser percorrido até o fim, o apóstolo Pedro declarou: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado.” (2Pe 2.21).

            A salvação pode ser descrita como um caminho com dois lados e três etapas:

1)    O único caminho da salvação: Cristo é o único caminho ao Pai, “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos se salvos”  (At 4.12; Jo 14.6). A salvação nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Jesus Cristo, é baseada em sua morte, sua ressurreição e sua contínua intercessão pelos salmos (Rm 3.24,25; At 5.10; Hb 7.25).

2)    Os dois lados da salvação: A salvação é recebida de graça, mediante a fé em Cristo “isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste  tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Concluímos, pois, que  o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei” (Rm 3.22-26,28). Isto é, a salvação resulta da graça de Deus e da resposta humana da fé, “porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como esta escrito: Mas o justo viverá pela fé” (Rm 1.17).

3)    As três etapas da salvação:

3.1. A etapa “passada” da salvação inclui experiência pessoal mediante a qual nós, como crentes, recebemos o perdão dos pecados e passamos da morte espiritual para a vida espiritual; do poder do pecado para o poder do Senhor, do domínio de Satanás para o domínio de Deus “para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em mm” (At 26.18). A Salvação nos leva a um novo relacionamento pessoal com Deus “Mas todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12) e nos livra da condenação do pecado.

 

3.2. A Etapa “presente” da salvação nos livra do hábito e do domínio do pecado, e nos enche do Espírito Santo. Ela abrange: 1º)  O privilégio de um relacionamento pessoal com Deus como nosso Pai e com Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador: 2º) A conclamação para nos considerarmos mortos para o pecado e para submetermos à direção do Espírito Santo e à Palavra de Deus; 3º) O convite para sermos cheios do Espírito Santo e a ordem de continuarmos cheios; 4º) A exigência para nos separarmos do pecado e da presente geração perversa; e 5º) A chamada para travar uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas.

 

3.3. A etapa “futura” da salvação abrange: nosso livramento da ira vindoura de Deus; nossa participação da glória divina e nosso recebimento de um corpo ressurreto, transformado e os galardões que receberemos como vencedores fiéis. Apocalipse 27 nos diz: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que esta no meio do paraíso de Deus”. O vencedor (gr Nikon [Nikon]) é aquele que, mediante a graça de Deus recebida através da fé em Cristo, experimentou o novo nascimento e permanece constante na vitória sobre o pecado, o mundo e Satanás.

            Cercado de muita oposição e apostasia, o vencedor se recusa a conforma-se com o mundo e a impiedade dentro e fora da igreja. Ele ouve e atende aquilo que o Espírito diz às igrejas, permanece fiel a Cristo até o fim e aceita somente o padrão de Deus para a vida cristã, revelado na sua Santa Palavra.

            Nas igrejas de Deus, o vencedor, somente o vencedor, comerá da árvore da vida, não sofrerá o dano da segunda morte, receberá o maná escondido e um novo nome no céu, terá autoridade sobre as nações, seu nome não será removido do Livro da Vida, será honrado por Cristo diante do Pai e dos anjos, permanecerá com Deus no seu templo, terá sobre si o nome de Deus, de Cristo e da nova Jerusalém e será para sempre filho de Deus.

            O segredo da sua vitória é a morte expiadora de Cristo, seu próprio testemunho fiel acerca de Jesus e a perseverança no amor a Cristo até à morte. Note que, vencemos o pecado, o mundo, e Satanás ou somos por eles vencidos, acabando por sermos lançados no lago de fogo e enxofre, não há grupo neutro.

            Essa etapa futura da salvação é o alvo que todos os cristãos se esforçam para alcançar. Toda advertência, disciplina e castigo do tempo presente da vida do crente tem como propósitos preveni-lo a não perder essa salvação.

                        REDENÇÃO

            O significado original de “redenção” (gr apolutrosis [apolutrosis]) é resgatar mediante o pagamento de um preço. A expressão denota o meio pela qual a Salvação é obtida, a saber: pagamento de um resgate. A doutrina da redenção pode ser resumida da seguinte forma:

1.    O estado do pecado, do qual precisamos ser redimidos: O Novo Testamento mostra que o ser humano está alienado de Deus, sob o domínio de Satanás, escravizado pelo pecado e necessitando de livramento da culpa, da condenação e do poder do pecado.

2.    O preço pago para nos livrar dessa escravidão: Cristo pagou esse resgate ao derramar seu sangue e dar a sua vida.

3.    O estado presente dos redimidos: Os crentes redimidos por Cristo estão agora livres do domínio de Satanás e da culpa e do poder do pecado. Essa libertação do pecado, no entanto, não nos deixa livres para fazer o que queremos, pois somos propriedade de Deus. A nossa libertação do pecado por Deus nos torna em servos voluntários seus.

4.    A doutrina da redenção no Novo Testamento já estava prefigurada nos casos de redenção registrados no Antigo Testamento. O grande evento redentor do Antigo Testamento foi o êxodo de Israel. Também, no sistema sacrificial levítico, o sangue de animais era o preço pago para expiar o pecado.

 

JUSTIFICAÇÃO

A palavra justificação (gr dikaioo [dikaioo]) significa ser “justo ou reto diante de Deus”, tornado justo, estabelecer como certo ou endireitar. Denota estar num relacionamento certo com Deus, mais  do que  receber uma mera declaração judicial ou legal. Deus perdoa o pecador arrependido, a quem Ele tinha declarado culpado segundo a sua Lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em relacionamento correto (comunhão) com Ele mesmo e com Sua vontade. Ao apóstolo Paulo foram reveladas várias verdades a respeito da justificação e como ela é efetuada:

1)    A justificação diante de Deus é uma dádiva. Ninguém pode justificar-se diante de Deus guardando toda Lei ou fazendo boas obras, “porque todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus” (Rm 3.23).

2)    A justificação diante de deus se alcança mediante “a redenção de que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). Ninguém é justificado sem que antes seja redimido por Cristo, do seu pecado e do seu poder.

3)    A justificação diante de Deus provém da “sua graça”, sendo obtida mediante a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

4)    A justificação diante de Deus,  está relacionada com o perdão dos nossos pecados. Os pecadores são declarados culpados diante de Deus, mas por causa  da morte expiatória de Cristo e da sua ressurreição são perdoados.

5)    Uma vez justificados diante de Deus, mediante a fé em Cristo, estamos crucificados com Ele, o qual passa a habitar em nós. Através dessa experiência, nos tornamos de fato justos e começamos a viver para Deus. Essa obra transformadora de Cristo em nós, mediante o Espírito Santo, não se pode separar da sua obra redentora a nosso favor. A obra de Cristo e a do Espírito Santo são de mútua dependência.

 

AMÉM!

ERIVELTON DE JESUS

53. OS PASTORES E SEUS DEVERES

 

Atos 20.28: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue.”

            Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme esta escrito em Atos dos Apóstolos 14.23. a congregação local, cheia do Espírito Santo, buscando a direção de Deus em oração e jejus, elegiam certos irmão para o cargo de presbítero ou bispo de acordo com as qualificações espirituais estabelecidas pelo Espírito Santo, “E, havendo-lhes por comum consentimento eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.” (At 14.23).

            Na realidade é o Espírito Santo que constitui o dirigente da igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso 20.17-35, é um trecho básico quanto a princípios bíblicos sobre o exercício do ministério de pastor de uma igreja local.

                        PROPAGANDO A FÉ

            Um dos deveres principais do dirigente é alimentar as ovelhas mediante o ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para si com o precioso sangue do seu filho amado, “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20).

            Em Atos 20.19-27, Paulo descreve de que maneira serviu como pastor da igreja de Éfeso; tornou patente toda a vontade de Deus, advertindo e ensinando fielmente os cristãos efésios. Daí, ele poder exclamar: “estou limpo do sangue de todos” (At 20.26). Os pastores de nossos dias também devem instruir suas igrejas em todo desígnio de Deus, que “pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a loganimidade e doutrina” (2Tm 4.2) e nunca ministrar para agradar os ouvintes, dizendo aquilo que estes desejam ouvir.

                        GUARDANDO A FÉ

            Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro Satanás levantarás falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas anti-bíblicas, conceitos mundanos e idéias pagãs e humanistas. Os ensinos e influência destes dois tipos de elementos arruinarão a fé bíblica do povo de Deus. Paulo os chama de “lobos cruéis”, indicando que são fortes, difíceis de subjugar, insasiáveis e perigosos, “Porque eu sei isto; que depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho” (At 20.29).

            Tais indivíduos desviarão as pessoas dos ensinos de Cristo e os atrairão a si mesmos e ao seu evangelho distorcido. O apelo viemente de Paulo impõe uma solene obrigação sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defendê-la e opor-se aos que distorcem a revelação original e fundamental da fé, segundo o Novo Testamento.

            A igreja verdadeira consiste somente daqueles que, pela graça de Deus e comunhão do Espírito Santo são fieis a Jesus Cristo e à Palavra de Deus. Por  isso é de grande importância na preservação da pureza da igreja de Deus que os pastores mantenham a disciplina corretiva com amor e reprovem com firmeza quem na igreja fale coisas perversas contrárias às Palavras de Deus e ao testemunho apostólico.

            Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados. Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja, principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho, não estarás “limpo do sangue de todos”. Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderam, por ele ter deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra.

            É altamente importante que os responsáveis pela direção da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos teológicos, doutrinários e morais nas mesmas. A pureza da doutrina bíblica e de vida cristã deve ser zelosamente mantida nas faculdades evangélicas, institutos bíblicos, seminários, editoras e demais segmentos administrativos da igreja.

            A questão principal aqui é nossa atitude com as Escrituras inspiradas, que Paulo chama “a palavra da graça”. Falsos mestres, pastores e líderes tentarão enfraquecer a autoridade da Bíblia através de seus ensinos corrompidos e princípios anti-bíblicos. Ao rejeitarem a autoridade absoluta da Palavra de Deus, negam que a Bíblia é verdadeira e fidedgna em tudo que ela ensina. A bem da igreja de Deus, tais pessoas devem ser excluídas da comunhão.

            A igreja que perde o zelo ardente do Espírito Santo pela sua pureza, que se recusa a tomar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os que minam a autoridade da Palavra de Deus, logo deixará de existir como igreja neotestamentária.

 

AMEM!

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Ansiedade na vida sentimental

sábado, 5 de novembro de 2016

52 - PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO


At 10.44,45: E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios”.
                As Escrituras ensinam que o crente deve examinar e provar tudo o que se apresenta como sendo da parte de Deus, “Examinai tudo. Retendo o bem” (1Ts 5.21); “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1Jo 4.1). Seguem-se alguns princípios bíblicos para provar ou testar se é de Deus um caso declarado de batismo no Espírito Santo.
1)      O autêntico batismo no Espírito Santo levará a pessoa a amar, exaltar e glorificar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo mais do que antes, “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dera tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” (Jo 16.13,14; At 2.11,36; 10.44-46).
2)      O verdadeiro batismo no Espírito Santo aumentará a convicção da nossa filiação com o Pai celestial, “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15.16). Levará a uma maior percepção da presença de Cristo em nossa vida diária ao amor a Deus demonstrado pela nossa obediência à palavra (Jo 14.23), e aumentará o clamor da nossa alma “Aba, Pai” (Rm 8.15; Gl 4.6). Por sua vez um batismo no Espírito Santo que não leva uma maior comunhão com Cristo e a uma mais intensa comunhão com Deus como nosso Pai não vem dEle.
3)      O real batismo no Espírito Santo aumentará nosso amor e apreço pelas Escrituras. O Espírito da verdade, que inspirou as Escrituras (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21), aprofundará nosso amor à verdade da Palavra de Deus, “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro” (1Jo 4.6; Jo 16.13; At 2.42; 3.22). Por outro lado qualquer suposto batismo no Espírito que diminui nosso interesse de ler a Palavra de Deus e cumpri-la, não provém de Deus.
4)      O real batismo no Espírito Santo aprofundará nosso amor pelos demais seguidores de Cristo e a nossa preocupação pelo seu bem-estar, “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseveravam unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (At 2.38,44-46; 4.32-35). A comunhão e fraternidade cristãs, de que nos fala a Bíblia, somente podem existir através do Espírito, “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mais o maior destes é o amor” (1Co 13.13).
5)      O genuíno batismo no Espírito Santo deve ser precedido de abandono do pecado e de completa obediência a Cristo. Ele será conservado quando continuamos na santificação do Espírito Santo, “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupsciência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gl 5.16,17). Daí, qualquer suposto batismo, em que a pessoa não foi liberta do pecado, continuando a viver segundo a vontade da carne, não pode ser atribuído ao Espírito Santo, “Porque a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à Lei, visto como estava enferma pela carne, Deus enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da Lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle” (Rm 8.2-9). Qualquer poder sobrenatural manifesto em tal pessoa trata-se de atividade enganadora de Satanás “Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. Aos loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade” (Sl 5.4,5).
6)      O Real batismo no Espírito Santo fará aumenta o nosso repúdio às diversões pecaminosas e prazeres ímpios deste mundo, refreando-nos a busca egoísta de riquezas e honrarias terrenas, “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário” (At 20.33; 1Co 2.12; Rm 12.16; Pv 11.28).
7)      O genuíno batismo no Espírito Santo nos trará mais desejo e poder para testemunhar da obra redentora do Senhor Jesus Cristo, “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração” (Lc 4.18), “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (At 1.8; 2.38-41; 4.8,20; Rm 9.1-3; 10.1). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito que não resulte num desejo mais intenso de ver os outros salvos por Cristo, não provém de Deus, “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20).
8)      O genuíno batismo no Espírito Santo deve despertar em nós o desejo de uma maior operação sua no reino de Deus, e também uma maior operação de seus dons em nossa vida. As Línguas como evidência inicial do batismo devem motivar o crente a permanecer na esfera dos dons espirituais (At 2.4,11, 43; 4.30; 5.12-16; 6.8; 8.7; Gl 3.5).
9)      O autêntico batismo no Espírito Santo tornará mais real a obra, a direção e a presença do Espírito Santo em nossa vida diária. Depois de batizados no Espírito Santo, os crestes de Atos tornaram-se mais cônscios da presença, poder e direção do Espírito Santo, “... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus...” (At 4.31; 6.5; 9.31; 10.19; 13.2,4 52; 15.28; 16.6,7; 20.23). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito Santo que não aumentar a nossa consciência da presença do Espírito Santo, nem aumenta o nosso desejo de obedecer à sua orientação, nem reafirmar nosso alvo de viver diante dEle de tal maneira e não entristecê-lo nem suprimir o seu favor, não provém de Deus.
               
Amém!
Erivelton de Jesus

59 - A Ressurreição do corpo

A RESSURREIÇÃO DO CORPO 1Co 15.35: “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?” A ressurreição do corpo é uma ...