terça-feira, 27 de maio de 2014

25 - O CORAÇÃO

Pv. 4.23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às saídas da vida”.

DEFINIÇÃO DE CORAÇÃO:
            O povo da atualidade geralmente considera que o cérebro é o centro das atividades humanas. A Bíblia, no entanto, refere-se ao coração como esse centro; “dele procedem às saídas da vida” (Pv 4.23). Biblicamente, o coração pode ser considerado como algo que abarca a totalidade do nosso intelecto, emoção e volição, conforme Mc 7.20-23: “O que sai do homem, isso é que contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.”
1)    O coração é o centro do intelecto:
As pessoas sabem as coisas em seus corações, oram no coração, editam no coração, escondem a Palavra de Deus no coração, maquinam males no coração, guardam as palavras da sabedoria no coração, pensam no coração, duvidam no coração, conferem as coisas no coração, crêem no coração e cantam no coração (Dt 8.5; 1Sm 1.12,13; Sl 19.14; Sl 119.11; Sl 140.2; Pv 4.21; Mc 2.8; Mc 11.23; Lc 2.19, Rm 10.9; Ef 5.19). Todas essas ações do coração são primordialmente fatos a envolver a mente.
2)    O coração é o centro das emoções:
A Bíblia fala a respeito do coração alegre, do coração amoroso, do coração medroso, do coração corajoso, do coração arrependido, do coração ansioso, do coração irado, do coração avivado, do coração angustiado, do coração gozoso, do coração pesaroso, do coração humilde, do coração ardente pela Palavra do Senhor e do coração perturbado (Êx 4.14; Dt 6.5; Js 5.1; Sl 27.14; Sl 51.17; Pv.12.25; Pv 19.3; Is 57.15; Jr 4.19; Rm 9.2; Jr 15.16; Lm 2.18; Mt 11.29; Lc 24.32; Jo 14.1). Todas essas atitudes do coração são, antes de tudo, de natureza emocional.
3)    Por fim, o coração é o centro da vontade humana:
Lemos nas Escrituras a respeito do coração endurecido que se recusa a fazer o que Deus ordena, do coração submisso a Deus, do coração que decide fazer algo para Deus, do coração que se dedica a buscar o Senhor, do coração que deseja recebera as bênçãos do Senhor, do coração inclinado aos estatutos de Deus e do coração que deseja fazer algo pelos outros (Êx 4.21; Js 24.23; 2Cr 6.7; 1Cr 22.19; Sl 21.1-3; Sl 119.36; Rm 10.1). Todas essas atividades ocorrem na vontade humana.
A NATUREZA DO CORAÇÃO DISTANTE DE DEUS
            Quando Adão e Eva deram ouvidos à tentação da serpente para que comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, sua decisão afetou terrivelmente o coração humano, o qual ficou repleto de maldade. Desde então, segundo o testemunho de Jeremias: “Enganoso é o coração. Mais do eu todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jr 17.9). Jesus confirmou a descrição de Jeremias, quando disse que o que contamina uma pessoa diante de Deus é o descumprimento de uma lei cerimonial, mas, sim , a obediência às inclinações malignas alojadas no coração tais como “os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, as avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mc 7.21-22). Jesus expôs a gravidade do pecado no coração ao declarar que o pecado da ira é igual ao assassinato (Mt 5.21,22), e que o pecado da concupiscência é tão grave como o próprio adultério (Mt 5.27,28).
Um coração entregue à prática da iniqüidade corre o risco de tornar-se endurecido. Que se recusa continuamente em ouvir a Palavra de Deus e a obedecer a Deus, ao que Deus ordena e, em vez disso, segue os desejos pecaminosos do seu coração, verá que, depois, Deus endurecerá seu coração de tal modo que se tornará insensível para com a Palavra de Deus e os apelos do Espírito Santo. O principal exemplo bíblico desse falto é o coração de Faraó, na ocasião do êxodo (Êx 7.3,13, 22,23; 8.15.32; 9.12; 10.1; 11.10; 14.17). Paulo viu o mesmo princípio geral em ação na sociedade ímpia da presente era conforme Romanos 1. 24 26,28 e predisse que também ocorreria o mesmo fato nos dias do anticristo (2Ts 2.11,12). O livro aos Hebreus contém muitas advertências ao crente, para que não endureça o coração (Hb 3.8-12). Todo aquele que persistir na rejeição da Palavra de Deus, terá por fim um coração endurecido.
O CORAÇÃO REGENERADO
            A solução de Deus para o coração pecaminoso é a regeneração, que tem lugar em todo aquele eu se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus e pela fé aceita a Jesus com Salvador e Senhor pessoal.
1)    A regeneração está ligada ao coração:
Aquele que, de todo o coração, se arrepende e confessa que Jesus é o Senhor (Rm 10.9), nasce de novo e recebe da parte de Deus um coração novo, conforme Salmos 51.10 e Ezequiel 11.19.
2)    No coração daquele que experimenta o nascimento espiritual.
Deus cria o desejo de amá-lo e obedecê-lo. Repetida vezes, Deus realça diante do seu povo a necessidade do amor que provém do coração. Tal amor e dedicação a Deus não podem estar separados da obediência à sua lei (Sl 119.34,69, 112). Jesus ensinou que o amor a Deus de todo o coração, juntamente com o amor ao próximo, resume toda a lei de Deus (Mt 22.37-40).
3)    O amor de todo o coração é o elemento essencial a uma vida de obediência.
Repetida vezes, o povo de Deus, no passado procurou substituir o verdadeiro amor do coração pela observação de formalidades religiosas exteriores, tais como, Festas, Ofertas e Sacrifícios (Is 1.10-17; Nm 5.21-26; Dt 10-12). A observância exterior sem o desejo interior de servir a Deus é hipocrisia, e foi severamente condenada por nosso Senhor (Mt 23.13-18; Lc 21.1-4).
4)    Muitos outros fatos espirituais têm lugar no coração da pessoa regenerada.
Ela louva a Deus de todo o coração, medita no coração, clama a Deus no coração, busca a Deus de todo coração, oculta a Palavra de Deus no seu coração, confia no Senhor de todo o coração, experimenta o amor de Deus derramado em seu coração e canta a Deus no seu coração (Sl 9.1; 19.14; 84.2; 119.2,10; 119.11; Pv 3.5).

AMÉM!!!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

24 - Atributos de Deus

Sl 139.7,8: “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.”
            A Bíblia não procura comprovar a existência de Deus. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, com Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus. Para compreendermos melhor a respeito dos atributos de Deus precisamos saber o significado dessa palavra, que deriva do latim attributu, que tem como significado; aquilo que é próprio ou peculiar de alguém ou de alguma coisa. Sabendo disso podemos entender que atributos de Deus são somente dEle e de mais ninguém, como veremos neste estudo.
ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS
  1. DEUS É ONIPRESENTE: Isto é, está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139.7-12) conforme Jr 23.23,24 que diz: “Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja?- diz o Senhor. Porventura, não encho os céus e a terra? – diz o Senhor.” Sabendo disso concluo dizendo que Deus observa tudo quanto fazemos.
  2. DEUS É ONISCIENTE: Isto é, Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos “Sem que haja uma só palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.” (Sl 139.4), (1Sm 16.7; 1Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados. A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico, Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à sua própria presciência, nem muito menos a nós, como algumas pessoas pensam que Deus é seu empregado e que faz a sua vontade.
  3. DEUS É ONIPOTENTE: Ele é todo poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas. Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana. Em muitos casos, Deus limita seu poder, quando o emprega através do seu povo; em casos assim, o seu poder depende do nosso grau entrega e de submissão a Ele.
  4. DEUS É TRANSCEDENTE: Ele é diferente e independente da sua criação. Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até os céus dos céus tem não poderiam conter, quanto menos essa casa que eu tenho edificado.” (1Rs 8.27) e ainda (Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação “Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum homem viu nem pode ver; ao qual seja a hora e poder sempiterno: Amém.” (1Tm 6.16). Estas palavras de Paulo a Timóteo expressam a transcendência de Deus; que é diferente e independente da sua criação, exemplo, homens, anjos, espíritos ou coisa física ou materiais. Deus não deve jamais ser nivelado aos seres humanos, ou qualquer ser que Ele criou. Seu ser e sua existência pertencem a uma dimensão totalmente diferente. Ele habita numa esfera de vida perfeita e pura, em tudo acima da sua criação. Ele não é parte da sua criação, nem sua criação é parte dEle. Além disso, os crentes não são Deus e nunca serão deuses como afirma a Nova Era. Sempre seremos seres limitados e dependentes de Deus, mesmo na era do porvir. Embora exista uma distinção extrema entre Deus e toda criação, Deus também está presente e ativo em todo o mundo. Ele vive e se manifesta entre seus fiéis, que se arrependem dos seus pecados e que vivem peã fé em Cristo.
  5. DEUS É ETERNO: Ele é de eternidade a eternidade (Sl 90.1,2); 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano, “Mas, amados, não ignoreis uma coisa; que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” (2Pe 3.8) e ainda Sl 90.4, e é, melhor descrito como o “EU SOU” conforme Êx 3.14 e Jo 8.58.
  6. DEUS É IMUTÁVEL: Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana. Isso não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o preceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores. Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos como em Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8.
  7. DEUS É PERFEITO E BOM: Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo. “Por que eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo...” (Lv 11.44); “Justo é o Senhor em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras” (Sl 145.17). Adão e Eva foram criados sem pecado conforme Gn 1.31, mas com a possibilidade de pecarem, Deus, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos.
  8. DEUS É TRINO E UNO: Ele é um só Deus, manifesto em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo como sabemos. Cada pessoa é plenamente divina, igualmente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só Deus.
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS
            Muitas características do Deus único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porem, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora Deus e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como Deus ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de Deus (Gn 1.26,27); Noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa, isto é, Ele não é como nós.
1)      DEUS É BOM: “Bom e reto é o Senhor; pelo que ensinará o caminho aos pecadores.”(Sl 25.8) (Sl 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4-31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas. Ele cuida até dos ímpios, em Mt 5.45 declara que: “... porque faz com que o sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos.”. Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade, leiam também Sl 145.18-20.
2)      DEUS É AMOR: “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” (1Jo 4.8) Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora. O evangelho segundo escreveu João 3.16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todos aqueles que nele crer não pereça, mas tenham a vida eterna.” A manifestação principal desse amor foi a de enviar seu filho Jesus, para morrer em lugar dos pecadores. Além disso, Deus tem amor paternal especial àquele que estão reconciliados com Ele pó meio de Jesus.
3)      DEUS É MISERICORDIOSO E CLEMENTE: Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados “Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades.” (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em Jesus Cristo.
4)      DEUS É COMPASSIVO: Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento de outra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação, conforme Sl 78.38: “Mas ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniqüidade e não os destruiu.”. Semelhantemente, Jesus, o filho de Deus, demonstrou compaixão pela humanidade ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos. (Lc 4.18).
5)      DEUS É PACIENTE E LENTO EM IRAR-SE: Deus expressou essa característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito. Deus também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E Deus continua demonstrando sua paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga devida a ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos 2Pe 3.9 diz: “O Senhor... é longânimo para convosco; não querendo que alguns se percam, senão que todos venham arrepender-se”.
6)      DEUS É A VERDADE: Jesus chamou a si mesmo “a verdade” Jo 14.6, e o Espírito é chamado o “Espírito da verdade” em Jo 14.17. Porque Deus é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que Deus não tolera a mentira nem a falsidade alguma.
7)      DEUS É FIEL: Deus fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; E cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências. A finalidade do Senhor é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aquele que não se arrependerem nem crerem no Senhor Jesus (Hb 6.4-8; 10.26-31).
8)      DEUS É JUSTO: “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.” (Dt 32.4). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, é reto em sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de Deus de castigar com morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6). Ele revela a sua ira contra todas as formas de iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15, 22), a incredulidade e o tratamento injusto com o próximo. Jesus Cristo, que é chamado o “Justo” (At 7.52), também ama a justiça e abomina o mal. Note que a justiça de Deus não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou Jesus a este mundo, como a sua dádiva de amor, e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano, a fim de nos reconciliar consigo mesmo (2Co 5.18-21). A revelação final que Deus fez de si mesmo está em Jesus Cristo (Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoas de Deus, devemos olhar para Cristo, nEle habita toda plenitude da divindade (Cl 2.9).

Amém!

quarta-feira, 5 de março de 2014

23 - A ESPERANÇA DO CRENTE SEGUNDO A BÍBLIA

Sl 33.18,19: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia, para livrar a sua alma da morte e para os conservar vivos na fome.”
A ESPERANÇA BÍBLICA DO CRENTE
            A esperança, pela sua própria natureza, diz respeito ao futuro conforme Romanos 8, 24,25 que diz: “Porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.”. Porém, ela abrange muito mais do que uma simples vontade ou anseio por algo futuro. Esta esperança consiste numa certeza na alma, isto é, uma firme confiança sobre as coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação Oe das promessas de Des. Noutras palavras, a esperança bíblica do crente está intimamente vinculada a uma fé firme e uma sólida confiança em Deus. O salmista expressa claramente este fato mediante um paralelo entre “confiança” e “esperança”: “Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação. Bem aventurados aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no Senhor, seu Deus” (Sl 146.3,5). Por conseguinte, a esperança firme do crente é uma esperança que “não traz confusão” (Rm 5.5); a esperança, portanto, é uma âncora para o crente através da vida, “Pelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do sue conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento, para que por duas coisa imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos firme consolação, nós os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu.” (Hb 6.17-19).
A BASE DA ESPERANÇA DO CRENTE
            O alicerce da esperança segura do crente procede da natureza de Deus, de Jesus Cristo e da Palavra de Deus.
            As escrituras revelam como Deis sempre foi fiel, no passado, ao seu povo. O Salmo 22, por exemplo, revela a luta de Davi numa situação pessoal crítica, que ameaça a sua vida. Todavia, ao meditar nos feitos de Deus no passado ele confia que Deus o livrará: “Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste” (Sl 22.4). O poder maravilhoso que o Deus Criador já manifestou em favor do seu povo está exemplificado no êxodo, na conquista de Canaã, nos milagres de Jesus e dos apóstolos, e em casos semelhantes, os quais edificam a nossa confiança no Senhor como nosso Ajudador. Por outro lado aqueles que não conhecem a Deus não têm em que se firmar para terem esperança “Que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunhão de Israel estranhos ao concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2.12).
            A plenitude da revelação do novo concerto em Jesus Cristo acresce mais uma razão para a esperança inabalável em Deus. Para o crente, o Filho de Deus veio para destruir as obras do diabo: “Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” (1Jo 3.8), que é o “deus deste século” (2Co 4.4). Jesus, ao expulsar demônios durante seu ministério terreno, demonstrou seu poder sobre Satanás. Além disso, pela morte e ressurreição, Ele esmagou o poder de Satanás e demonstrou o poder do reino de Deus. Não é de se estranhar, portanto, o que Pedro exclama a respeito da nossa esperança: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cris, que, segundo sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3). Jesus é, pois, chamado nossa esperança “aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que Cristo é em vós, a esperança da glória” (Cl 1,27); Devemos depositar nEle nossa esperança, mediante o poder do Espírito Santo.
            A Palavra de Deus é a terceira base da esperança. Deus revelou sua Palavra através dos profetas e apóstolos no passado; Ele inspirou pelo Espírito Santo para escreverem isentos de erros: “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem vazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração, sabendo primeiramente isto; que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2Pe 1. 19-21). Pelo fato de que sua Palavra eterna permanece firme nos céus (Sl 119.89), podemos depositar nossa esperança nessa Palavra. De fato, tudo quanto sabemos a respeito de Deis e de Jesus Cristo vem da revelação das Sagradas Escrituras.

A SUMA ESPERANÇA DO CRENTE
            A suprema esperança e confiança do crente não deve estar em seres humanos, pois “Não há reis que se salve com grandeza de um exército, nem o homem valente se livra pela muita força.” (Sl 33.16), nem em bens materiais, nem em dinheiro, antes deve estar em Deus, no seu Filho Jesus e na sua Palavra.
            E em que consiste esta esperança?
            Temos esperança na graça de Deus e no livramento que Ele oferece, nas tribulações desta vida presente.
            Temos esperança de que chegará o dia em que nossas tribulações cessarão aqui na terra, quando esta não estará mais sujeita à corrupção, e terá lugar a redenção do nosso corpo.
            Temos esperança da consumação da nossa Salvação.
            Temos esperança de uma casa eterna nos novos céus “Mas nós segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” (2Pe 3.13), naquela cidade cujo arquiteto e edificador é Deus.
            Temos a bendita esperança da vinda gloriosa da vinda do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo “aguardando a bem aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13), quando então, os crentes serão arrebatados da terra, para o encontro com Ele nos ares, e , quando, então, nós o veremos como Ele é e nos tornaremos semelhantes a Ele.
            Temos a esperança de recebermos a coroa da justiça, de glória e da vida conforme (2Tm 4.8; 1Pe 5.4; Ap 2.10).
            Finalmente, temos a esperança da vida eterna; da vida garantida a todos os que confiam no Senhor Jesus Cristo e o obedecem.

            Com promessas tão grandes reservadas àqueles que esperam em Deus e no seu Filho Jesus, Pedro nos conclama: “Estais sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15).

22 - O LOUVOR A DEUS


Sl 9.1,2: “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei as tuas maravilhas, Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo”.
            Segundo o dicionário de língua portuguesa Michaelis a palavra louvor vem de louvar do latim laudare que significa: Dirigir louvores, aprovar, confirmar, com elogio, elogiar-se, gabar-se, jactar-se, vangloriar-se, bendizer, enaltecer, exaltar, glorificar. Então segundo o dicionário louvor significa: Ato de louvar; Louvação, aplauso, elogio, encômio, glorificação.
            No AT, a palavra louvor conota algo como fazer ruído; também associada aos gestos e movimentos do corpo; pode ser empregado na música e na dança. É uma expressão, nem sempre inteligível, de adoração e reconhecimento de Deus como Senhor.
            No NT, está associada ao agradecimento. Expressa o reconhecimento do amor e cuidados divinos conosco agradecendo sua provisão, por meio de alegria e júbilo diante dEle.

A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR
            A Bíblia constantemente exorta o povo de Deus a louvar ao Senhor.
            O AT emprega três palavras básicas para conclamar os israelitas a louvarem a Deus: a palavra barak (também traduzida “bendizer”); a palavra balal (da qual deriva da palavra “aleluia” que literalmente significa “louvai ao Senhor”); e a palavra yadah (às vezes traduzidas por “dar graças”).
            O primeiro cântico na Bíblia, entoado depois de os israelitas atravessarem o mar Vermelho, foi, em síntese, um hino de louvor e ação de graças a Deus (Êx 15) “O Senhor é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto lhe darei uma habitação; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei.” (Êx 15.2). Moisés instruiu os israelitas a louvarem a Deus pela sua bondade em conceder-lhes a terra prometida (Dt 8.10). O Cântico de Débora, por sua vez, congregou o povo expressamente para louvar ao Senhor (Jz 5.9). A disposição de Davi em louvar a Deus está gravada, tanto na história da sua vida em 2Sm 22.4,47, 50: “O Senhor, digno de louvor, invoquei e de meus inimigos fiquei livre. Vive o Senhor, bendito seja o meu rochedo; exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação. Por isso, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome” e 1Cr 16, 4, 9, 25, 35,36; 29.20, como nos Salmos que escreveu (Sl 9.1,2; 18.3; 22.23; 52.9; 108.1,3; 145). Os demais salmistas também convocam o povo de Deus a, enquanto viver, sempre louvá-lo (Sl 33.1,2; 47.6,7; 75.9; 96.1-4; 100; 150). Finalmente, os profetas do AT ordenam que o povo de Deus o louve “Cantai ao Senhor uma cântico novo e o seu louvor, desde o fim da terra... Dêem glória ao Senhor e anunciem o seu louvor nas ilhas” (Is 42.10,12) e Jr 20.13; 33.9; Sl12. 1; Jl 2.26; Hc 3.3 também ordena o povo a louvar a Deus.
            O chamado para louvar a Deus também ecoa por todo NT. O próprio Jesus louvou a seu Pai celestial (Mt 11.25; Lc10. 21). Paulo espera que todas as nações louvem a Deus (Rm 15.9-11; Ef 1.3,6, 12) e Tiago nos conclama a louvar ao Senhor (Tg 3.9; 5.13). E, no fim, o quadro vislumbrado no Apocalipse é o de uma vasta multidão de santos e anjos, louvando a Deus continuamente (Ap 4.9-11; 5.8-14; 7.9-12; 11.16-18).
            Louvar a Deus é uma das atribuições principais dos anjos (Sl 103.20; 148.2) e é privilégio do povo de Deus, tanto crianças (Mt 21.16), como adultos (Sl 30.4; 135.1,2, 19-21). Além disso, Deus também conclama as nações a louvá-lo. Isto quer dizer tudo quanto tem fôlego está convocado a entoar bem alto os louvores a Deus (Sl 150.6). E, se tanto não bastasse, Deus conclama a natureza inanimada a louvá-lo, como por exemplo, o sol, a lua e as estrelas (Sl 148.2,4); os raios, o granizo, a neve, e o vento (Sl 148.8); as montanhas, colinas, rios e mares (Sl 98.7,8; 148,9; Is 44.23); todos os tipos de árvores (Sl 148.9; Is 55.12) e todos os tipos de seres vivos (Sl 69.34; 148.10).
                       
MÉTODOS DE LOUVOR
            Há várias maneiras de se louvar a Deus.
1)    O louvor é algo fundamental na adoração coletiva prestada pelo povo de Deus (Sl 100.4)
2)    Tanto na adoração coletiva como noutros casos, uma maneira de louvar a Deus é cantar, salmos, hinos e cânticos espirituais “Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Ef 5.19,20). O cântico de louvor pode ser com a mente, isto é, em idiomas conhecidos ou com o espírito, isto é, em línguas (1Co 14.14-16).
3)    O louvor mediante instrumentos musicais. Neste particular o AT menciona instrumentos variados, de sopro, com chifre de carneiro e trombetas, e flauta (Sl 150, 3,4); instrumentos de cordas, como harpa e lira e instrumentos de percussão como tamborins e címbalos (Sl 150, 4,5).
4)    Podemos, também, louvar a Deus, ao falar ao nosso próximo das maravilhas de Deus para conosco, pessoalmente. Davi, por exemplo, depois da experiência do perdão divino, estava ansioso para relatar aos outros, que o Senhor fizera por ele (Sl 51.12,13, 15). Outros escritores bíblicos nos exortam a declarar a glória de Deus, na congregação do seu povo e entre as nações. Pedro conclama o povo de Deus “para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a maravilhosa luz” (1Pe 2.9). Noutras palavras, a obra missionária é um meio de louvar a Deus.
5)    Finalmente, o crente que vive a sua vida para a glória de Deus está a louvar ao Senhor. Jesus nos relembra que quando o crente faz brilhar a sua luz, o povo vê as suas boas obras e glorifica e louva a Deus (Mt 5.16). De modo semelhante, Paulo também mostra que uma vida cheio de frutos de justiça louva a Deus (Fp 1.11).
MOTIVOS PARA LOUVAR A DEUS

            Por que o povo louva ao Senhor?
            Uma das evidentes razões vem do esplendor, glória e majestade do nosso Deus, aquele que criou os céus e a terra, aquele a quem devemos exaltar na sua santidade.
            A nossa experiência dos atos poderosos de Deus, especialmente dos seus atos de salvação e de redenção, é uma razão extraordinária para louvarmos ao seu nome; deste modo, louvamos a Deus, pela sua misericórdia, graça e amor imutáveis.
            Também devemos louvar a Deus por todos os seus atos de livramento em nossa vida, tais como livramento de inimigos ou cura de enfermidades.

            Finalmente, o cuidado providente de Deus para conosco, dia após dia, tanto material como espiritualmente, é uma grandiosa razão para louvarmos e bendizermos o seu nome.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

21 - A MORTE

Jó 19.25,26: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.”
            Todo ser humano, tanto crente quanto incrédulo, está sujeito à morte. A palavra “morte” tem, porém, mais de um sentido na Bíblia. É importante compreender os vários sentidos do termo morte.

A morte como resultado do pecado
Gênesis 2 e 3 ensina que a morte penetrou no mundo Por causa do pecado. Nossos primeiros pais foram criados capazes de viverem para sempre. Ao desobedecerem ao mandamento de Deus, tornaram-se sujeitos às penalidades do pecado, que é a morte.
1)      Adão e Eva ficaram agora sujeitos à morte física. Deus colocara a árvore da vida no jardim do Éden para que, ao comer continuamente dela, o ser humano nunca morresse. Mas, depois de Adão e Eva comerem do fruto da árvore do bem e do mal, Deus pronunciou estas palavras: “És pó e em pó tornarás” (Gn 3.19). Eles na morreram fisicamente no dia em que comeram, mas ficaram sujeitos à lei da morte como resultado da maldição divina.
2)      Adão e Eva também morreram no sentido moral, Deus advertia Adão que se comesse do fruto proibido, ele certamente morreria (Gn 2.17). Adão e sua esposa não morreram fisicamente naquele dia, mas moralmente, sim, isto é, a sua natureza tornou-se pecaminosa. A partir de Adão e Eva, todos nasceram com a natureza pecaminosa (Rm 8.5-8), isto é, uma tendência inata de seguir seu próprio caminho egoísta, alheio a Deus e ao próximo.
3)      Adão e Eva também morreram espiritualmente quando desobedeceram a Deus, por isso destruiu o relacionamento íntimo que tinha antes com Deus. Já não anelavam caminha e conversar com Deus no jardim; pelo contrário, esconderam-se da sua presença (Gn 3.8). A Bíblia também ensina que, à parte de Cristo, todos estão alienados de Deus e da vida nEle (Ef 4.17,18), isto é, estão espiritualmente mortos.
4)      Finalmente, a morte, como resultado do pecado, importa em morte eterna. A vida eterna viria pela obediência de Adão e Eva (Gn 3.22); ao invés disso, a lei da morte eterna entrou em operação. A morte eterna é a eterna condenação e separação de Deus como resultado da desobediência do homem para com Deus.
5)      A única maneira de o ser humano escapar da morte, em todos os aspectos é através de Jesus Cristo, que “aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção” (2Tm 1.10). Ele mediante a sua morte, reconcilou-nos com Deus, e, assim, Deus fez a separação e alienação espirituais resultantes do pecado. Pela sua ressurreição Ele venceu e aboliu o poder de Satanás, do pecado e da morte física.

A morte física do crente

            Embora o crente em Cristo tenha certeza da vida ressurreta, não deixará de experimentar a morte física. O crente, porém, encara a morte de modo diferente do incrédulo. Seguem-se algumas das verdades reveladas na Bíblia a respeito da morte do crente.
            1º) A morte, para os salvos, não é o fim da vida, mas um novo começo. Neste caso, ela não é um terror (1Co 15.55-57), mas um meio de transição para uma vida plena. Para o salvo, morrer é ser liberto das aflições deste mundo (2Co 4.17) e do corpo terreno, para ser revestido da vida e glória celestiais (2Co 5.1-5). Paulo se refere à morte como sono (1Co 15.1,6, 18.20; 1Ts 4.13-15), o que dá a entender que morrer é descansar do labor e das lutas terrenas, conforme Apocalipse 14.13.
            2º) A Bíblia refere-se à morte dos crentes em termos consoladores. Por exemplo, ela afirma que a morte do santo “Preciosa é à vista do Senhor” (Sl 116.15). É a entrada na paz (Is 57.1,2) e na glória (Sl 73.24); é ser levado pelos anjos “para o seio de Abraão” (Lc 16.22); é ir ao “paraíso” (Lc 23.43); é ir à casa de nosso Pai, onde há “muitas moradas” (Jo 14.2); é uma partida bem aventurada para estar “com Cristo” (Fp 1.23); é ir “habitar com o Senhor” (2Co 5.8); é um dormir em Cristo (1Co 15.18); “É ganho... ainda muito melhor” (Fp 1.21,23); é a ocasião de receber a “coroa da justiça” (2Tm 4.8).
            3º) Quanto ao estado dos salvos, entre a sua morte e a ressurreição do corpo, as Escrituras ensinam o seguinte:
a)      No momento da morte, o crente é conduzido à presença de Cristo (2Co 5.8; Fp 1.23).
b)      Permanece em plena consciência (Lc 16.19-31) e desfruta de alegria diante da bondade e amor de Deus, conforme Efésios 2.7.
c)      O céu é como um lar, isto é, um maravilhoso lugar de repouso e segurança (Ap 6.11) e de convívio e comunhão com os santos (Jo 14.2).
d)      O viver no céu incluirá a adoração e o louvo a Deus (Sl 87; Ap 14.2,3; 15.3).
e)      Os salvos nos céu, até o dia da ressurreição do corpo, não são espíritos incorpóreos e invisíveis, mas seres dotados de uma forma corpórea celestial, temporária (Lc 9.30-32; 2Co 5.1-4).
f)       No céu, os crentes conservam sua identidade individual (Mt 8.11; Lc 9.30-32).
g)      Os crentes que passam para o céu continuam a almejar que os propósitos de Deus na Terra se cumpram (Ap 6.9-11).
4º) Embora o salvo tenha grande esperança e alegria ao morrer, os demais crentes que ficam não deixam de lamentar a morte de um ente querido. Quando Jacó faleceu, por exemplo, José lamentou profundamente a morte de seu pai. O que se deu com José ante a morte de seu pai é semelhante ao que acontece a todos os crentes, quando falece um seu ente querido (Gn 50.1).



AMÉM!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

20 - O SOFRIMENTO DOS JUSTOS

Jó 2.7,8: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé, até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, acentou-se no meio das cinzas.”
A fidelidade a Deus não é garantia que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida. Paulo, por exemplo, tinha o desejo de pregar o evangelho em Roma, e era da vontade de Deus que ele assim o fizesse. Quando, porém, chegou ali, estava algemado e ainda assim depois dos revezes, tempestades e naufrágio e muitas outras provações. Embora Paulo fosse fiel, Deus não lhe proveu um caminho fácil e livre de problemas. Nós, da mesma forma, podemos estar na vontade de Deus, ser inteiramente fiéis a Ele, e mesmo assim sermos dirigidos pó Ele por caminhos desagradáveis, com aflições (At 28.16). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2Tm 3.12). A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões, como: José, Davi, Jeremias e Paulo.

Por que os crentes sofrem?
            São diversas as razões por que os crentes sofrem.
1)      O crente experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva. Quando o pecado entrou no mundo, entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser humano. A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e nova terra. É nosso dever sempre recorrermos à graça, fortaleza e consolo divinos.
2)      Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes, isto é, conseqüência de seus próprios atos. A lei bíblica “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7) aplica-se a todos de modo geral. Se guiarmos com imprudência o nosso automóvel, poderemos sofrer graveis danos. Se não formos comedidos em nossos hábitos alimentares, certamente vamos ter graves problemas de saúde. È nosso dever sempre proceder com sabedoria e de acordo co a Palavra de Deus e evitar tudo o que nos privaria do cuidado providente de Deus.
3)      O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo pecaminoso e corrompido. Por toda parte ao nosso redor estão os efeitos do pecado. Sentimos aflição e angústia ao vermos o domínio da iniqüidade sobre tantas vidas. É nosso dever orar para que Deus suplante vitoriosamente o poder do pecado.
4)      Os crentes enfrentam ataques do diabo.
a.      As Escrituras claramente mostram que Satanás, como “O deus desse século” (2Co 4.4), controla o presente século mau. Ele recebe permissão para afligir crentes de várias maneiras, conforme 1Pe 5.8,9. Jó, um homem reto e temente a Deus, foi atormentado por Satanás por permissão de Deus. Jesus afirmou que uma das mulheres por Ele curada estava presa por Satanás há dezoito anos (Lc 13.11,16). Paulo reconhecia que o seu espinho na carne era “um mensageiro de Satanás, pra me esbofetear” (2Co 12.7). À medida que travamos guerra espiritual contra “os príncipes das trevas deste século” (Ef 6.12), é inevitável a ocorrência de adversidades. Por isso, Deus nos proveu de armadura espiritual e armas espirituais. É nosso dever revertir-nos de toda armadura de Deus e orar (Ef 6.10-18), decididos a permanecer fiéis ao Senhor, segundo a força que Ele nos dá.
b.      Satanás e seus seguidores se comprazem em perseguir os crentes. Os que amam ao Senhor Jesus e seguem os seus princípios de verdade e retidão serão perseguidos por causa da sua fé. Evidentemente, esse sofrimento por causa da justiça pode ser uma indicação da nossa fiel devoção a Cristo. É nosso dever, uma vez que todos os crentes também são chamados a sofrer perseguição e desprezo por causa da justiça, continuar firmes, confiando naquele que julga com justiça (Mt 5.10,11; 1Co 15.58; 1Pe 2. 21-23).
5)      De um ponto de vista totalmente bíblico, o crente também sofre porque “nós temos a mente de Cristo” (1Co 2.16). Ser cristão significa estar em Cristo, estar em união com Ele; nisso, compartilhemos dos seus sofrimentos. Por exemplo, assim como Cristo chorou em agonia por causa da cidade ímpia de Jerusalém, cujos habitantes recusavam a arrepender-se e aceitar a salvação, também devemos chorar pela pecaminosidade e condição perdida da raça humana. Paulo incluiu na lista de seus sofrimentos por amor a Cristo a sua preocupação diária pelas igrejas que fundara: “Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Que se escandaliza, que eu não me abrase?” (2Co 11.29). Semelhantemente angústia mental por causa daqueles que amamos em Cristo deve ser uma parte natural da nossa vida: “chorai com os que choram” (Rm 12.15). Realmente, compartilhar dos sofrimentos de Cristo é uma condição para sermos glorificados com Cristo. É nosso dever dar graças a Deus, pois, assim como os sofrimentos de Cristo são nossos, assim também nosso é o seu consolo (2Co 1.5).
6)      Deus pode usar o sofrimento como catalisador para o nosso crescimento ou melhoramento espiritual.
a)      Frenquentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo desgarrado, para arrependimento dos seus pecados e renovação espiritual, exemplo livro de Juízes. É nosso dever confessar nossos pecados conhecidos, e examinar nossa vida para ver se há alguma coisa que desagrada o Espírito Santo.
b)      Deus, às vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé, para ver se permanecemos fiéis a Ele. A Bíblia diz que as provações que enfrentamos são “a prova da nossa fé”; elas são um meio de aperfeiçoamento da nossa fé em Cristo. É nosso dever reconhecer que uma fé autêntica resultará em “Louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7).
c)      Deus emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para nos ajudar no desenvolvimento do nosso caráter cristão e da retidão. Segundo vemos nas cartas de Paulo e Tiago, Deus quer que aprendamos a ser pacientes mediante o sofrimento. No sofrimento, aprendemos menos de nós mesmos e mais de Deus e da sua graça. É nosso dever estar afinados com aquilo que Deus quer que aprendamos através do sofrimento.
d)      Deus também pode permitir que soframos por aflição para que possamos melhor consolar e animar outros que estão a sofrer. É nosso dever usar nossa experiência advinda do sofrimento para encorajar e fortalecer outros crentes.
7)      Finalmente, Deus pode usar, e usa mesmo o sofrimento dos justos para propagar o seu reino redentor. Por exemplo: toda injustiça por que José passou nas mãos dos seus irmãos e dos egípcios faziam parte do plano de Deus “para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7). O principal exemplo, aqui, é o sofrimento de Cristo, “o Santo e o Justo” (At 3.14), que experimentou perseguição, agonia e morte para que o plano divino da salvação fosse plenamente cumpridos. Isso não exime da iniqüidade aqueles o crucificaram, mas indica, sim, como Deus pode usar o sofrimento dos justos pelos pecadores, para seus propósitos e sua própria glória.

O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O SOFRIMENTO DO CRENTE
v  O primeiro fato a ser lembrado é este: Deus acompanha o nosso sofre. Satanás é o deus deste século, mas ele só pode afligir um filho de Deus pela vontade permissiva de Deus. Deus promete na sua Palavra que Ele não permitirá sermos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13).
v  Temos também de Deus a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos. José verificou esta verdade na sua própria vida de sofrimento (Gn 50.20) e o autor de Hebreus demonstra como Deus usa os tempos de apertos da nossa vida para o nosso próprio crescimento e benefício.
v  Além disso, Deus promete que ficará conosco na hora da dor; que andará conosco “pelo vale da sombra e da morte” (Sl 23.4).

VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL.
            Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal situação?
  1. Examinar as várias razões porque o ser humano sofre e ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder conforme contida em “É nosso dever”.
  2. Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade das suas circunstâncias. O sofrimento nunca deve fazer você concluir que Deus não lhe ama, nem rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador.
  3. Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte você da sua aflição (Sl 27,8-14; 40.1-3; 130).
  4. Confie que Deus lhe dará graça para suportar a aflição até chegar o livramento. Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimentos, mas na manifestação do poder divino através da fraqueza humana (2Co 4.7).
  5. Leia a Palavra de Deus, principalmente os Salmos de conforto em tempos de lutas, exemplos: Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 138; etc.
  6. Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação, mediante a oração, as Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e experiente irmão.
  7. No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4)



Amém!


Erivelton de Jesus

19 - A ADORAÇÃO A DEUS

Ne 8.5,6: “E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra”.

            A adoração consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram a majestade do grande Deus do céu e da terra. Sendo assim, a adoração concentra-se em Deus, e não no ser humano. No culto cristão, nós nos acercamos de Deus em gratidão por aquilo que Ele tem feito por nós em Cristo e através do Espírito Santo. A adoração requer exercício da fé e o reconhecimento de que Ele é nosso Deus e Senhor. Adorar é o nosso primeiro dever par com o Senhor, e o adoramos ao apreciá-lo. Ele deseja que nossa adoração seja motivada por amor, ação de graças e alegria voluntários.
            Adorar é muito mais que louvar, cantar e orar a Deus. É um estilo de vida que compreende apreciar a Deus, amá-lo e oferecer a nós mesmos para cumprimento dos propósitos divinos. Quando usamos nossa vida para a glória de Deus, tudo que fazemos pode se tornar um ato de adoração. A Bíblia diz em Rm 6.13b: “Usem todo o seu corpo como instrumento para fazer o que é justo, para a glória de Deus.”
            Adquirir este estilo de vida exigirá de você uma mudança em suas prioridades, agenda, relacionamentos, etc., e algumas vezes significará pegar o caminho mais difícil, não o mais fácil. Para o nosso consolo, até mesmo Jesus teve dificuldades com isso (Jo 12.27,28).
            Sl 147.11 diz: “O Senhor se agrada somente daqueles que o adoram e confiam em seu amor.” Qualquer atitude que agrade a Deus é um ato de adoração.
            Os antropólogos perceberam que a adoração é um impulso universal, estabelecido por Deus na estrutura de nosso ser, isto é, uma necessidade intrínseca de nos ligamos a Ele. Adorar é tão natural quanto comer e respirar. Quando não conseguimos adorá-lo, achamos um substituto. A razão pela qual o senhor nos fez com esse desejo é que Ele anseia por adoradores! Jesus disse: “São estes os adoradores que o Pai procura” (Jo 4.23).
            Dependendo da sua formação religiosa, pode ser que você precise ampliar sua compreensão do termo “adorar”. Você talvez vincule essa palavra a cultos na igreja em que haja cânticos, orações e pregação, ou visualize um cerimonial com velas e uma ceia, ou imagine curas, milagres, e experiências arrebatadora. A adoração pode incluir esses elementos, porém vai muito além dessas manifestações. “Adorar é um estilo de vida”.
            Para muitos, adorar é apenas um sinônimo de música. Esse é um grande mal-entendido. Todos os momentos do culto são um grande ato de adoração: a oração, a leitura da Bíblia, os cânticos, as confissões, os silêncios, bem como o ato de ouvir a pregação, tomar notas, ofertar, e até mesmo saudar outros adoradores.
            Na verdade, a adoração é anterior a música. Adão adorou no jardim do Éden, mas não há nenhuma menção à música até Gn 4.21, com o nascimento de Jubal. Se adoração fosse somente música, então os que nunca se utilizaram da música jamais adoraram. Adoração é muito mais que música.
            A adoração não é para nosso benefício. Quando adoramos, nosso objetivo é agradar a Deus, e não a nós mesmos. A adoração não é para você, é para Deus. Nossa motivação é glorificar e agradar ao Criador.
            Não adore somente nos cultos na igreja, pois nos foi dito “estejam sempre na sua presença” (Sl 105.4) e “Cantem glórias e louvem ao Senhor desde o nascer até o pôr do Sol” (Sl 113.3). Na Bíblia, as pessoas louvavam a Deus no trabalho, em casa, na batalha, na prisão e até mesmo na cama! Louvar deve ser sua primeira atividade, assim que abrir os olhos pela manhã, e sua última atividade, ao fechá-los à noite.
            Cada atividade pode ser transformada em um ato de adoração, quando realizada para louvar, glorificar e agradar a Deus. “Assim que vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Este é o segredo de um estilo de vida em adoração: fazer todas as coisas como se fossem para Jesus. A Bíblia diz: “Tome a sua vida diária e comum – dormir, comer, trabalhar e passear – e apresente diante do Senhor como oferta”.

BREVE HISTÓRIA DA ADORAÇÃO AO VERDADEIRO DEUS
            O ser humano adora a Deus desde o início da história. Adão e Eva tinham comunhão regular com Deus no jardim do Éden. Caim e Abel trouxeram a Deus oferendas de vegetais e animais. Os descendentes de Sete invocavam o nome do Senhor. Noé construiu um altar ao Senhor para oferecer holocaustos depois do dilúvio. Abraão assinalou a paisagem da terra prometida com altares para oferecer holocaustos ao Senhor e falou intimamente com Ele.
            Somente depois do Êxodo, quando o tabernáculo foi construído, é que a adoração pública tornou-se formal. Apartir de então, sacrifícios regulares passaram a ser oferecidos diariamente, e especialmente no sábado, e Deus estabeleceu farias festas sagradas anuais como ocasiões de culto público dos israelitas. O culto a Deus foi posteriormente centralizado em Jerusalém. Quando o templo foi destruído, em 586 a.C., os judeus construíram sinagogas como locais de ensino da lei e adoração a Deus enquanto no exílio, e aonde quer que viessem morar. As sinagogas continuaram em uso para o culto, mesmo depois de construído o segundo templo por Zorobabel. Nos tempos do NT já havia sinagogas na Palestina e em todas as partes do mundo romano.
            A adoração na igreja primitiva era prestada tanto no templo de Jerusalém quanto em casas particulares. Fora de Jerusalém, os cristãos prestavam cultos a Deus nas sinagogas, enquanto isso lhes foi permitido. Quando lhes foi proibido utilizá-las, passaram a cultuar a Deus noutros lugares, geralmente em casas particulares, mas às vezes, em salões públicos (At 19.9,10).

MANIFESTAÇÃO DA ADORAÇÃO CRISTÃ
1)    Dois princípios-chaves norteiam a adoração cristã:
a)    A verdadeira adoração é a que é prestada em espírito e em verdade (Jo 4.23), isto é, a adoração deve ser oferecida à altura da revelação que Deus fez de si mesmo no Filho (Jo 14.6). Por sua vez, ela envolve o espírito humano, e não apenas a mente, e também como as manifestações do Espírito Santo (1Co 2.7-12).
b)    A prática da adoração cristã deve corresponder ao padrão do NT para a igreja. Infelizmente depois da era apostólica, a igreja começou a apartar-se da revelação divina e a modificar o padrão celestial de Deus ao acomodar-se às culturas e à organização, conforme as idéias humanas e terrenas. O resultado tem sido a proliferação de padrões humanos impostos à igreja. Para a igreja de Jesus Cristo experimentar novamente a totalidade do plano, poder, fervor e presença de Deus, devem deixar de seguir seus próprios caminhos e voltar a adotar o padrão apostólico do NT. Os crentes atuais devem desejar buscar e esperar, como norma para a igreja, todos os elementos constantes da prática da adoração no NT.
2)    O fato marcante da adoração no AT era o sistema sacrificial (Nm 28.29). Uma vez que o sacrifício de Cristo na cruz cumpriu esse sistema, já não há mais qualquer necessidade de derramamento de sangue como pare do culto cristão. Através da ordenança da Ceia do Senhor, a igreja do NT comemorava continuamente o sacrifício de Cristo, efetuado de um vez por todas. Além disso, a exortação que tem a igreja é oferecer “sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos nossos lábios que confessam seu nome” (Hb 13.15), e a oferecer nossos corpos como “Sacrifícios vivos, santo e agradável a Deus” (Rm 12.1).
3)    Louvar a Deus é essencial à adoração cristã. O louvor era um elemento-chave na adoração de Israel a Deus, exemplo: Sl 100.4; 106.11; 111.1; 113.1; 117, bem como na adoração cristã primitiva.
4)    Uma maneira autêntica de louvar a Deus é cantar salmos, hinos e cânticos espirituais. O AT está repleto de exortações sobre como cantar ao Senhor (1Cr 16.23; Sl 95.1; 96.1,2; 98.1,5, 6; 100.1,2). Na ocasião do nascimento de Jesus, a totalidade das hostes celestiais irrompeu num cântico de louvor, e a igreja do NT era um povo que cantava (1Co 14.15; Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13). Os cânticos dos cristãos eram cantados, ou com a mente, isto é, num idioma humano conhecido, ou com o espírito, isto é, em línguas. Em nenhuma circunstância os cânticos eram executados como passatempo.
5)    Outro elemento importante na adoração é buscar a face de Deus em oração. Os santos do AT comunicavam-se constantemente com Deus através da oração (Gn 20.17; Nm 11.2; 1Sm 8.6; 2Sm 7.27; Dn 9.3-7). Os apóstolos oravam constantemente depois de Jesus subir ao céu, e a oração tornou-se parte regular da adoração cristã coletiva. Essas orações eram, às vezes, por eles mesmos; outras vezes eram orações intercessórias por outras pessoas. Em todo tempo a oração do crente deve ser acompanhada de ações de graças a Deus. Como Cânticos, o orar podia ser feito em idioma humano conhecido, ou em línguas.
6)    A confissão de pecados era sabidamente parte importante da adoração no AT. Deus estabeleceu o Dia da Expiação para os israelitas como uma ocasião para confissão nacional de pecados. Salomão, na sua oração de dedicação do templo, reconheceu a importância da confissão (1Cr 8.30-36). Quando Esdras e Neemias verificaram até que ponto o povo de Deus se afastara da sua lei, dirigiram toda a nação de Judá numa contrita oração pública de confissão. Assim, também, na oração do Pai nosso, Jesus Cristo ensina os crentes a pedirem perdão dos pecados (Mt6.12). Tiago ensina os crentes a confessar seus pecados uns aos outros (Tg 5.16); através da confissão sincera, recebemos a certeza do grandioso perdão divino (1Jo 1.9).
7)      A adoração deve também incluir a leitura em conjunto das Escrituras e a sua fiel exposição. Nos tempos do AT, Deus ordenou que, cada sétimo ano, na Festa dos Tabernáculos, todos os israelitas se reunissem para leitura pública da Lei de Moisés (Dt 31.9-13). O exemplo mais patente desse elemento do culto no AT, surgiu no tempo de Esdras e Neemias. A leitura das Escrituras passou a ser uma parte regular do culto da sinagoga no sábado. Semelhantemente, quando os crentes do NT reuniam-se para o culto, também ouviam a leitura da Palavra de Deus juntamente com ensinamento, pregação e exortação baseados nela (1Tm 4.13; 2Tm 4.2; At 19.8-10; 20.7).
8)    Sempre quando o povo de Deus se reunia na Casa do Senhor, todos deviam trazer seus dízimos e ofertas (Sl 96.8; Ml 3.10). Semelhantemente, Paulo escreveu aos cristãos de Corínto, no tocante à coleta em favor da igreja de Jerusalém: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade” (1Co 16.2). A verdadeira adoração a Deus deve, portanto ensejar uma oportunidade para apresentarmos ao Senhor nossos dízimos e ofertas.
9)    Algo singular no culto da igreja do NT era a atuação do Espírito Santo e das suas manifestações. Entre essas manifestações do Espírito Santo na congregação do Senhor havia a palavra da sabedoria, a palavra do conhecimento, manifestações especiais de fé, dons de cura, poderes miraculosos, profecia, discernimento de espíritos, falar em línguas e a interpretação de línguas (1Co 12.7-10). O caráter carismático do culto cristão primitivo vem, também, descrito nas cartas de Paulo: “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação” (1Co 14.26). Na primeira epístola aos Coríntios, Paulo expõe princípios normativos da adoração deles (1Co 14.1-33). O princípio dominante para o exercício de qualquer dom do Espírito Santo durante o culto é o fortalecimento e edificação da congregação inteira.
10)  O outro elemento excepcional na adoração segundo o NT era a prática das ordenanças – o batismo e a Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor parece que era observada diariamente entre os crentes logo depois do Pentecostes (At 2.46,47), e posteriormente, pelo menos uma vez por semana (At. 20.7,11). O batismo conforme a ordem de Cristo ocorria sempre que havia conversões e novas pessoas ingressavam na igreja.

AS BÊNÇÃOS DE DEUS PARA OS VERDADEIROS ADORADORES

            Quando os crentes verdadeiramente adoram a Deus, muitas bênçãos lhes estão reservadas por Ele. Por exemplo, Ele promete:
                      I.        Que estará com eles (Mt 18.20), e que entrará e ceiará com eles (Ap 3.20);
                    II.        Que envolverá o seu povo com sua glória (Êx 40.35; 2Cr 7.1; 1Pe 4.14);
                   III.        Que abençoará o seu povo com chuvas de bênçãos (Ez 34.26), especialmente com paz (Sl 29.11);
                  IV.        Que concederá fartura de alegria (Sl 122.1,2);
                   V.        Que responderá às orações dos que oram com fé sincera (Mc 11.24; Tg 5.15);
                  VI.        Que encherá de novo o seu povo com o Espírito Santo e com ousadia (At 4.31);
                 VII.        Que enviará manifestações do Espírito Santo entre o seu povo (1Co 12.7-13);
               VIII.        Que guiará seu povo em toda a verdade através do Espírito Santo (Jo 15.26; 16.13);
                  IX.        Que santificará seu povo pela sua Palavra e pelo seu Espírito (Jo 17.17-19);
                   X.        Que consolará, animará e fortalecerá o seu povo (Is 40.1; 1Co 14.26);
                  XI.        Que convencerá o povo do pecado, da justiça e do juízo por meio do Espírito Santo (Jo 16.8);
                 XII.        Que salvará os pecadores presentes no culto de adoração, sob a convicção do Espírito Santo (1Co 14.22-25).

EMPECÍLIOS À VERDADEIRA ADORAÇÃO
           O simples fato de pessoas se dizendo crentes realizarem um culto, não é nenhuma garantia de que haja aí verdadeira adoração, nem que Deus aceite seu louvor e ouça suas orações.
1.    Se a adoração a Deus é mera formalidade, somente externa, e se o coração do povo de Deus está longe dEle, tal adoração não será aceita por Ele. Cristo repreendeu severamente os fariseus por sua hipocrisia; eles observavam a lei de Deus por legalismo, enquanto seus corações estavam longe dEle (Mt 15.7-9). Note a censura semelhante que Ele dirigiu à igreja de Éfeso, que adorava o Senhor, mas já não o amava plenamente (Ap 2.1-5).
2.    Outro impedimento à verdadeira adoração é um modo de vida comprometido com o mundanismo, pecado e imoralidade. Deus recusou os sacrifícios do rei Saul porque este desobedeceu ao seu mandamento. Isaías repreendeu severamente o povo de Deus como “nação pecadora... povo carregado da iniqüidade da semente de malignos” (Is 1.4); ao mesmo tempo, porém esse mesmo povo oferecia sacrifícios a Deus e comemorava seus dias santos. Por isso o Senhor declarou através de Isaías: “As vossas festas da lua nova, e as vossas solenidades, aborrece aminha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue” (Is 1.15,15). Semelhantemente, na igreja do NT, Jesus conclamou os adoradores em Sardes a se despertarem, por que “Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Ap 3.2). Da mesma maneira, Tiago indica que Deus não atenderá as orações egoístas daqueles que não se separam do mundo (Tg 4.1-5). O povo de Deus só pode ter certeza que Deus estará presente à sua adoração e aceitará, quando esse povo tiver mãos limpas e coração puro (Sl 24.3,4; Tg 4.8).

AMÉM!
Erivelton de Jesus

Fontes: Bíblia de Estudos Petencostal e outros. 

59 - A Ressurreição do corpo

A RESSURREIÇÃO DO CORPO 1Co 15.35: “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?” A ressurreição do corpo é uma ...