domingo, 23 de agosto de 2020
sábado, 5 de novembro de 2016
52 - PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
At 10.44,45: “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos
os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos
tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se
derramasse também sobre os gentios”.
As Escrituras ensinam que o crente
deve examinar e provar tudo o que se apresenta como sendo da parte de Deus, “Examinai tudo. Retendo o bem” (1Ts
5.21); “Amados, não creiais em todo
espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1Jo 4.1). Seguem-se
alguns princípios bíblicos para provar ou testar se é de Deus um caso declarado
de batismo no Espírito Santo.
1)
O
autêntico batismo no Espírito Santo levará a pessoa a amar, exaltar e
glorificar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo mais do que antes, “Mas, quando vier aquele Espírito de
verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas
dera tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. “Ele me
glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”
(Jo 16.13,14; At 2.11,36; 10.44-46).
2)
O
verdadeiro batismo no Espírito Santo aumentará a convicção da nossa filiação
com o Pai celestial, “Porque não
recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas
recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O
mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm
8.15.16). Levará a uma maior percepção da presença de Cristo em nossa vida diária
ao amor a Deus demonstrado pela nossa obediência à palavra (Jo 14.23), e
aumentará o clamor da nossa alma “Aba,
Pai” (Rm 8.15; Gl 4.6). Por sua vez um batismo no Espírito Santo que não
leva uma maior comunhão com Cristo e a uma mais intensa comunhão com Deus como
nosso Pai não vem dEle.
3)
O
real batismo no Espírito Santo aumentará nosso amor e apreço pelas Escrituras.
O Espírito da verdade, que inspirou as Escrituras (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21),
aprofundará nosso amor à verdade da Palavra de Deus, “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não
é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito
do erro” (1Jo 4.6; Jo 16.13; At 2.42; 3.22). Por outro lado qualquer
suposto batismo no Espírito que diminui nosso interesse de ler a Palavra de
Deus e cumpri-la, não provém de Deus.
4)
O
real batismo no Espírito Santo aprofundará nosso amor pelos demais seguidores
de Cristo e a nossa preocupação pelo seu bem-estar, “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em
nome de Jesus, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; E
todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas
propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E,
perseveravam unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam
juntos com alegria e singeleza de coração” (At 2.38,44-46; 4.32-35). A
comunhão e fraternidade cristãs, de que nos fala a Bíblia, somente podem
existir através do Espírito, “Agora,
pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mais o maior destes é
o amor” (1Co 13.13).
5)
O
genuíno batismo no Espírito Santo deve ser precedido de abandono do pecado e de
completa obediência a Cristo. Ele será conservado quando continuamos na santificação
do Espírito Santo, “Digo, porém: Andai em
Espírito, e não cumprireis a concupsciência da carne. Porque a carne cobiça
contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro,
para que não façais o que quereis.” (Gl 5.16,17). Daí, qualquer suposto
batismo, em que a pessoa não foi liberta do pecado, continuando a viver segundo
a vontade da carne, não pode ser atribuído ao Espírito Santo, “Porque a lei do Espírito de vida em Cristo
Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à
Lei, visto como estava enferma pela carne, Deus enviando o seu Filho em
semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que
a justiça da Lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo
o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da
carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a
inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à
Lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não
podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é
que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de
Cristo, esse tal não é dEle” (Rm 8.2-9). Qualquer poder sobrenatural
manifesto em tal pessoa trata-se de atividade enganadora de Satanás “Porque tu não és um Deus que tenha prazer
na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. Aos loucos não pararão à tua vista;
odeias a todos os que praticam a maldade” (Sl 5.4,5).
6)
O
Real batismo no Espírito Santo fará aumenta o nosso repúdio às diversões
pecaminosas e prazeres ímpios deste mundo, refreando-nos a busca egoísta de
riquezas e honrarias terrenas, “De
ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário” (At 20.33; 1Co 2.12;
Rm 12.16; Pv 11.28).
7)
O
genuíno batismo no Espírito Santo nos trará mais desejo e poder para
testemunhar da obra redentora do Senhor Jesus Cristo, “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar
os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração” (Lc 4.18), “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo,
que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em
toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (At 1.8; 2.38-41;
4.8,20; Rm 9.1-3; 10.1). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito que
não resulte num desejo mais intenso de ver os outros salvos por Cristo, não
provém de Deus, “Porque não podemos
deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20).
8)
O
genuíno batismo no Espírito Santo deve despertar em nós o desejo de uma maior
operação sua no reino de Deus, e também uma maior operação de seus dons em
nossa vida. As Línguas como evidência inicial do batismo devem motivar o crente
a permanecer na esfera dos dons espirituais (At 2.4,11, 43; 4.30; 5.12-16; 6.8;
8.7; Gl 3.5).
9)
O
autêntico batismo no Espírito Santo tornará mais real a obra, a direção e a
presença do Espírito Santo em nossa vida diária. Depois de batizados no
Espírito Santo, os crestes de Atos tornaram-se mais cônscios da presença, poder
e direção do Espírito Santo, “... e
anunciavam com ousadia a palavra de Deus...” (At 4.31; 6.5; 9.31; 10.19; 13.2,4
52; 15.28; 16.6,7; 20.23). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito
Santo que não aumentar a nossa consciência da presença do Espírito Santo, nem
aumenta o nosso desejo de obedecer à sua orientação, nem reafirmar nosso alvo
de viver diante dEle de tal maneira e não entristecê-lo nem suprimir o seu
favor, não provém de Deus.
Amém!
Erivelton
de Jesus
51 - A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
At 5.3,4: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para
que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?
Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que
formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”.
É essencial que os crentes reconheçam
a importância do Espírito Santo no plano divino da revelação. Sem a presença do
Espírito Santo neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem raça humana
(Gn 1.2; Jó 26.13; Sl 104.30). Sem o Espírito Santo não teríamos a Bíblia (2Pe
1.21), nem o NT (Jo 14.26; 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o Evangelho
(At 1.8). Sem o Espírito Santo, não haveria fé, nem novo nascimento, nem
santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos
ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo.
A PESSOA DO ESPÍRITO
SANTO
Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa
com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma
pessoa divina como o Pai e o Filho (At 5.3,4). O Espírito Santo não é mera
influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27),
sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e deleitar-se
na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e
comunhão com Jesus. À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é,
e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração,
amor e dedicação.
NOTAS SOBRE A TRINDADE: Marcos 1.11: As três divinas pessoas
da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é revelado nas Escrituras
como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito Santo (conf. Mt 3.16,17;
8.19; Mc 1.9-11; 2Co 13.14; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2). Esta é a doutrina da Trindade,
expressando a verdade de que dentro da essência uma de Deus, subsistem três
Pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum. Assim, segundo
as Escrituras, Deus é singular, isto é, unida, num sentido, e plural, isto é,
trina, noutro.
As
Escrituras declaram que Deus é um só – uma união perfeita de uma só natureza,
substância e essência (Dt 6.4; Mc 12.29; Gl 3.20). Das pessoas da deidade,
nenhuma é Deus sem as outras, e cada uma, juntamente com as outras, é Deus.
O Deus único
existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis, distintas; mas não
separadas. As três não são três deuses, nem três partes de expressões de Deus,
mas são três pessoas tão perfeitamente unidas que constituem um só Deus verdadeiro
e eterno. O filho e também o Espírito Santo possuem atributos que somente Deus
possui (Jo 20.28; 1. 1,14; 5.18; 14.16; 16.8,13; Gn 1.2; Is 61.1; At 5.3,4; 1Co
2.10,11; Rm 8.2,26, 27; dois ts 2.13; Hb 9.14). Nem o Pai, nem o Filho, nem o
Espírito Santo, foram feitos ou criados em algum tempo, mas cada um é igual ao
outro em essência, atributos, poder e glória.
O Deus
único, existente em três pessoas, torna possível desde toda a eternidade o amor
recíproco, a comunhão, o exercício dos atributos divinos, a mútua comunhão no
conhecimento e o inter-relacionamento dentro da deidade (Jo 10.15; 11.27;
17.24; 1Co 2.10).
A
OBRA DO ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é o agente da
salvação. Nisto Ele convence do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a
respeito de Cristo de Cristo (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo
3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). Na conversão, nós,
crendo em Cristo, recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos
participantes da natureza de divina (2Pe 1.4).
O Espírito
Santo é o agente da nossa santificação. Na conversão, o Espírito passa a
habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9;
1Co 6.19). Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz, ao habitar em nós.
Ele nos santifica, isto é, purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa,
libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8,2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele
testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a Deus (Rm
8.26,27). Ele produz em nós as qualidades de Cristo, que O glorificam (Gl
5.22,23; 1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda verdade
(Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita
comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente, Ele nos comunica
o amor de Deus (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (1Ts 1.6).
O Espírito
Santo é o agente Divino para o Serviço do Senhor, revestindo os crentes de
poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do Espírito
Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. Quando somos
batizados no Espírito Santo, recebemos poder para testemunhar de Cristo e
trabalhar de modo na igreja e diante do mundo (At 1.8). Recebemos a mesma a
unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (At
2.4), e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus, e operar milagres (At
2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de Deus é que todos os cristão atuais
recebam o batismo no Espírito Santo (At 2.39). Para realizar o trabalho do
Senhor, o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para
edificação e fortalecimento do corpo do Cristo (1Co 12-14). Estes dons são uma
manifestação do Espírito Santo através dos santos, visando ao bem de todos (1Co
12 7-11).
O Espírito
Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de
Cristo, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16),
edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a Deus (Ef 3.3), dirigindo
a sua missão (At 13.2,4), escolhendo seus obreiros (At 20.28) e concedendo-lhes
dons (1Co 12.4-11) escolhendo seus pregadores (At 2.4; 1Co 2.4), resguardando o
evangelho contra erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16;
1Pe 1.2).
As diversas
operações do Espírito Santo são complementadas entre si, e não contraditórias. Ao
mesmo tempo, essas atividades do Espírito Santo formam um todo, não havendo
plena separação entre elas. Alguém não pode ter: a nova vida total em Cristo,
um santo viver, o poder para testemunhar do Senhor ou na comunhão no seu corpo,
sem exercitar essas quanto coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o
batismo no Espírito Santo se não viver uma vida de retidão, produzida pelo
mesmo Espírito, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das
verdades bíblicas e sua obediência ás mesmas.
Amém!
Erivelton de Jesus
50 - O FALAR EM LÍNGUAS
At 2.4: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras
línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem..”.
O falar noutras línguas, ou
aglossolália (Gr. Glossais lalo), era entre os crentes do NT, um sinal da parte
de Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo. Esse padrão bíblico para o
viver na plenitude do Espírito continua o mesmo para os dias de hoje.
O VERDADEIRO FALAR EM
LÍNGUAS
As
línguas como manifestação do Espírito:
Falar
noutras línguas é uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo, isto é, uma
expressão vocal inspirada pelo Espírito, mediante a qual o crente fala numa
língua (Gr. Glossa) que não aprendeu. “E
todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2.4). Estas
línguas podem ser humanas, isto é, atualmente faladas, como português, inglês,
aramaico, hebraico, etc, a qual a pessoa nunca estudou, ou desconhecidas na
terra. Não é “fala extática”, como algumas traduções afirmam, pois a Bíblia
nunca se refere à “expressão extática” para referir-se ao falar noutras línguas
pelo Espírito, ou seja, a pessoa não entra em êxtase, quando se enche do
Espírito Santo.
Línguas
como sinal externo do batismo no Espírito Santo:
Falar
noutras línguas é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito do
crente e o Espírito Santo se unem no louvor e/ou profecia. Desde o início, Deus
vinculou o falar noutras línguas ao batismo no Espírito Santo, de modo que os
primeiros 120 crentes no dia de Pentecostes, e demais batizados a partir de
então, tivessem uma confirmação física de que realmente receberam o Espírito
Santo “E os fiéis que eram da
circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom
do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar
línguas, e magnificar a Deus.” (At 10.45,46). Desse modo, essa experiência
podia ser comprovada quanto a tempo e local de recebimento. No decurso da
história da igreja, sempre que as línguas como sinal foram rejeitados, ou
ignoradas, a verdade e a experiência do Pentecoste foram distorcidas, ou
totalmente suprimidas.
As línguas como dom:
Falar
noutras línguas também é descrito como um dos dons concebidos ao crente pelo
Espírito Santo “Ora, há diversidade de
dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é
o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em
todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for
útil.Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo
mesmo Espírito, a palavra da ciência;E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a
outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas;
e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a
variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.” (1Co
12.4-10). Este dom tem dois propósitos principais:
a)
O
falar noutras línguas seguido de interpretação, também pelo Espírito , em culto
público;
b)
O
falar noutras línguas pelo crente para dirigir-se a Deus nas suas devoções
particulares e, deste modo, edificar sua vida espiritual “O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que
profetiza edifica a igreja.” (1Co 14.4). Significa falar ao nível do
Espírito, com o propósito de orar, dar graças, ou cantar.
OUTRAS LÍNGUAS,
PORÉM FALSAS
O simples falto de alguém falar “noutras línguas”, ou exercitar outra
manifestação sobrenatural não é evidência irrefutável da obra e da presença do
Espírito Santo. O ser humano pode imitar as línguas estranhas como o fazem os
demônios. A Bíblia nos adverte a não crermos em todo espírito, e averiguarmos
se nossas experiências espirituais procedem realmente de Deus. “ AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas
provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm
levantado no mundo.” (1Jo 4.1):
1)
Somente
devemos aceitar as línguas se elas procederem do Espírito Santo, como em Atos
dos Apóstolos 2.4. Esse fenômeno, segundo o livro de Atos, deve ser espontâneo
e resultado do derramamento inicial do Espírito Santo. Não é algo aprendido,
nem ensinado, como por exemplo instruir crentes a pronunciar sílabas sem anexo.
2)
O
Espírito Santo nos adverte claramente que nestes últimos dias surgirá
apostasia, dentro da igreja. “AMADOS, não
creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já
muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito
de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de
Deus;” (1Jo 4.1,2); Sinais e maravilhas operados por Satanás e obreiros
fraudulentos que fingem ser servos de Deus.
3)
Se
alguém que fala noutras línguas, mas não é dedicado a Jesus Cristo, nem aceita
a autoridade das Escrituras, nem obedece à Palavra de Deus, qualquer
manifestação sobrenatural que nele ocorra não provém do Espírito Santo “Qualquer que comete pecado, também comete
iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade. E bem sabeis que ele se manifestou
para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele
não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos
engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo. Quem comete o
pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de
Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de
Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar,
porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos
do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de
Deus.” (1Jo 3.4-10).
Amém!
Erivelton de Jesus
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